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Um é totalmente diferente do outro. Cada um gosta de uma coisa. E todos não abrem mão de algo em comum: criar. Esse trio percorre o caminho da inovação sem medo de ser feliz – e desenvolve projetos de personalidade, totalmente livre de amarras. Denis Fuzii, Beatriz Guedes e Pedro Gonzaga são formados em Arquitetura e Design, respectivamente, e se conheceram nos corredores da faculdade Belas Artes, em São Paulo (SP). De tão certo, essa parceria ultrapassou todas as barreiras universitárias e veio parar na vida real. Hoje, eles comandam o Studio dLux, criado em 2013 para tirar o setor da mesmice.

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A vontade de empreender sempre esteve presente na vida de Denis. Ele queria sair da faculdade e logo abrir o próprio escritório. Persistente, levou esse desejo para a garagem de casa, onde montou a empresa que hoje comanda ao lado dos amigos. “Eu e Pedro começamos a fazer projetos variados e vimos a ideia crescer, o que nos deixou muito animados”, diz. Bia se juntou à dupla um ano depois, quando voltou de Barcelona com uma pós-graduação em Planejamento Urbano na bagagem.

O dLux trabalha em três frentes: faz projetos de arquitetura e interiores, desenvolve identidade visual para empresas e desenha mobiliário. Tudo isso com uma marca registrada inconfundível: a criatividade. A sintonia deste trio é grande. Apesar de diferentes, as personalidades se completam. Enquanto Pedro e Denis gostam dos desafios, Bia é mais pé no chão. E é exatamente por isso que a troca entre eles é grande.

Todos contam que não foi preciso investir muito para abrir o escritório, que começou na garagem da casa de Denis (e ainda está por lá, mas a ideia é mudar para um espaço maior em breve). Uma das principais dificuldades desse começo, segundo o arquiteto, foi refinar o acabamento do mobiliário que desenhavam.  Tal conhecimento foi obtido com o tempo, o que enche os três de orgulho. Hoje, o dLux trabalha exclusivamente com a Huna Marcenaria, que desenvolve todos os móveis desenhados pelos profissionais.

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Mobiliário pela web

Denis sempre foi adepto do design livre e enxergou na internet uma boa forma de fazer o seu trabalho viajar pelo mundo todo. Resultado? Ele decidiu disponibilizar os desenhos das peças para download na rede, solução conhecida como open source (ou código aberto, em português). Essa vontade surgiu quando o arquiteto conheceu uma máquina chamada de CNC, que corta chapas de madeira guiada por um arquivo digital. Bia, que estava em Barcelona na época, viu um banquinho criado por ele e quis tê-lo em casa. Mesmo a distância, ela contratou uma empresa especializada e pôde concretizar essa ideia. Tal episódio fez Denis levar essa desejo adiante. O arquiteto procurou a Fab Lab, rede que conecta laboratórios para o incentivo da produção digital no mundo todo. Uma de suas cadeiras, a Valoví, totalmente desmontável, ganhou o mundo e chamou atenção da OpenDesk, uma plataforma britânica de design aberto. Hoje, o dLux é representante da empresa aqui no Brasil.

Ainda nessa linha, eles são os responsáveis pela criação da marca Mono Design, uma plataforma de design que oferece a possibilidade da compra dos produtos prontos ou então o download dos projetos. Assim, é possível levá-los a um marceneiro mais próximo e reproduzir as criações em diferentes lugares do mundo. Bia, Pedro e Denis são os responsáveis pela curadoria de novos designers que queiram fazer parte da iniciativa, por isso é só entrar em contato com eles para apresentar trabalhos interessantes.

Por que não espalhar peças lindas pelo mundo, não é mesmo? A cadeira Valoví, por exemplo, ganhou versões em diferentes países, como Canadá e Taiwan, e já teve o seu projeto baixado mais de mil vezes. Ela também pode ser comprada pelo site da Mono por R$ 379 (uma parcela da venda fica para a plataforma e a outra para o designer responsável).

A firma

Instalado na garagem da casa de Denis, em São Paulo (SP), o escritório é a cara dos sócios. Paredes de cimento, cadeiras assinadas por eles e uma iluminação bem planejada fazem parte da ambientação. Para dar claridade e ao mesmo tempo camuflar um foço lateral, eles instalaram cobogós de cimento pintados de azul, amarelo e preto. O efeito especial fica por conta de lâmpadas tubulares colocadas atrás do painel.

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O escritório do dLux nasceu na garagem, mas a decoração nem sempre esteve assim. Denis conta que tudo começou com as mesas, feitas com cavaletes e painéis de madeira. “Aos poucos, fomos colocando coisas diferentes e preenchendo o espaço”, diz. Pelo local, há diversas criações assinadas por eles, desde cadeiras a experimentos que os profissionais fazem antes de lançar alguma peça.

Note que na parede a cabeça de MDF é um dos destaques. Este é o Alceu, que aparece no site do escritório como o funcionário do mês.

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O clima industrial toma conta do pedaço. Por se tratar de uma garagem, a tubulação de água fica aparente – melhor impossível para a atmosfera que eles desejavam. Para a iluminação, os profissionais instalaram trilhos e dispuseram spots direcionáveis ao longo das hastes. Tal solução possibilita um interessante jogo de luz e sombras nas paredes.

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Ao fundo há uma parede de lousa, perfeita para reuniões e para o planejamento dos meninos. Fazer uma assim é simples: basta comprar tinta verde escolar e aplicar duas demãos (a lata de 900 ml custa R$ 30,90 na Leroy Merlin). Desenhada por eles, a mesa Giro tem 1,10 m de diâmetro e foi desenvolvida com compensado de pinus e tempo laminado. O móvel é vendido por R$ 599 no site da Mono Design, mas pode ter o seu projeto baixado para reprodução no mundo todo.

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Além dos spots, Denis também instalou fios pendentes com lâmpadas amarelas. Já os vãos da garagem funcionam como prateleiras para apoiar objetos decorativos e itens do dia a dia. Todos trabalham nas cadeiras Valoví, que são totalmente encaixáveis. Isso quer dizer que não há pregos nem cola na estrutura.

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Tudo no escritório foi feito por eles. Denis, por exemplo, desenhou e pintou o logo na parede de cimento. Repare que a cor branca se destaca no cinza. Logo ao lado há mais uma peça assinada por eles: o criado-falante, que é empilhável e pode se transformar em uma estante.

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Os meninos do dLux fazem o projeto de acordo com o valor que o cliente tem para gastar. Eles analisam a verba disponível e quebram a cabeça para pensar em algo bonito, funcional e totalmente viável. Em poucas palavras: os três não ficam empurrando marcenaria cara ou soluções impossíveis para o cliente. Pelo contrário. O trabalho deles é verificar o que pode ser feito e encontrar um caminho real para o projeto. Boa ideia, não? Falar com eles é simples – basta escrever para hello@studiodlux.com.br.

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