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Bianka Mugnatto
11 de dezembro de 2015
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23 de dezembro de 2015

Livo

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Sempre que precisava trocar seus óculos, Arthur Blaj, de 28 anos, ficava encafifado com a situação: “por que esse tipo de produto era sempre tão caro?”, se perguntava. Ele mal sabia que, no futuro, tal dúvida se transformaria em um negócio pra lá de promissor. Depois de alguns anos trabalhando no mercado financeiro como corretor de ações, o profissional se viu diante de um dilema na carreira. Tudo aquilo já não fazia mais sentido (quando isso acontece o melhor é colocar o pé no freio, desacelerar e pensar em algo que realmente tenha significado, não é mesmo?). E foi exatamente isso que aconteceu. Arthur pediu as contas e resolveu estudar o setor ótico. Ele amadureceu a ideia dos óculos e percebeu que os produtos eram caros por que a indústria é antiquada – gasta-se muito com intermediários e soluções que poderiam ser mais em conta. A proposta foi ganhando corpo. Um dia, durante uma conversa com um amigo, ele descobriu que um brasileiro matriculado da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia, também pensava em fazer algo do gênero. Era Guilherme Freire, hoje com 30 anos. Os dois conversaram por Skype e começaram a escrever ali mesmo a história da Livo Eyewear, uma marca de óculos de design com preços acessíveis.

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Arthur, então, o convidou para tirar a empresa do papel. Juntos, eles perceberam que dava para cobrar menos se conseguissem encurtar algumas distâncias. Por isso, optaram por criar um e-commerce. Nesse meio tempo, tiveram de pensar em todo o conceito da marca e confiaram esse trabalho a Raphael Neves, de 32 anos, que tinha uma agência de publicidade. A sintonia entre os três foi tão grande que ele também resolveu se tornar sócio da empresa.

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A Livo começou a funcionar em novembro de 2012 apenas na internet. “Tínhamos uma proposta bem clara: nossa marca seria de luxo, porém com valores mais acessíveis”, comenta Arthur. Os três estavam insatisfeitos com o atendimento e com a oferta de produtos do Brasil – não só na área que escolheram, mas em todos os setores. A empresa foi uma grande resposta a tudo o que eles não aprovavam. “Queríamos reduzir a distância entre o país que a gente busca e o país que a gente tem, desde algo banal a uma coisa mais profunda”, comenta.

Os sócios resolveram, então, estabelecer uma relação mais próxima com clientes e fornecedores. Eles acreditavam que o caminho certo era mesmo a cultura da empatia. “Esses relacionamentos trazem mais valor”, diz.

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As vendas começaram na internet, mas eles já sabiam que um dia chegaria o momento de abrir um espaço físico. “Para criar uma marca forte, as pessoas precisam pegar o produto na mão, sentir como ele é. Sempre soubemos que essa necessidade ficaria ainda mais evidente”, comenta Arthur. A primeira loja foi temporária e funcionou na Rua Oscar Freire, em São Paulo (SP). Ali, os sócios tiveram a certeza que estavam no caminho certo e ficaram ainda mais preparados para a abertura de outros pontos de venda. “Todos já tinham carreiras consolidadas quando decidiram tocar a marca, então precisávamos crescer muito para fazer valer a pena. A mídia online não supria isso, por isso decidimos expandir”, comenta.  Hoje, a Livo tem cinco lojas (mais uma será aberta em breve). “E estamos programando várias outras para 2016”, ressalta Arthur. Paciência foi fundamental desde o início. “É preciso ter calma para esperar as pessoas recomendarem o produto para as outras”, comenta Arthur.

Pós-graduado em Design pela Miami Ad School, Raphael é o responsável pelo desenho de todos os modelos da Livo. A mão de obra é 100% brasileira – os óculos são feitos à mão, um a um (dá para ver esse cuidado em cada peça). O material usado na produção é o acetato, que vem direto da Itália, uma referência no assunto.

 

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A primeira loja da marca e o escritório central ficam na Rua dos Pinheiros, 272, em São Paulo (SP). Todo o conceito do espaço foi idealizado por Raphael – o trabalho de arquitetura ficou sob responsabilidade de Helena Camargo, do escritório H2C.

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O objetivo dos sócios era mudar a experiência de comprar óculos. “Como o produto era associado à área médica, as óticas são todas brancas e as pessoas usam jalecos. Nosso ponto de partida para as lojas físicas era ser diferente”, explica Arthur.

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Outro cuidado era ter um ambiente bonito, descolado e bem pensado, mas nada muito luxuoso. Por isso, materiais sustentáveis e em conta são presenças cativas na composição. A vitrine dos óculos, por exemplo, é de madeira pinus (que se renova com facilidade e tem um ciclo de vida muito curto). Também há detalhes feitos com pallets, peças bem versáteis e que podem ser usadas de diferentes formas na decoração – um exemplo é o balcão do caixa da loja Criativo, não?

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“Queríamos reduzir a distância entre o país que a gente busca e o país que a gente tem”

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A loja tem uma pegada industrial, com trilhos equipados com spots, paredes de cimento queimado, prateleiras de maneira pinus e detalhes na cor preta. A reforma ficou pronta em 50 dias e traduz perfeitamente a mensagem que eles queriam passar – uma marca com produtos de design sem custar os olhos da cara.

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Um dos pilares do escritório foi coberto com os projetos dos óculos em papel, uma forma de mostrar o processo de criação e ainda reforçar o conceito descolado que os sócios desejam imprimir.

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“Todos já tinham carreiras consolidadas quando decidiram tocar a marca, então precisávamos crescer muito para fazer valer a pena”

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A sala de reuniões é toda de vidro, por isso ficou bem clara. Usar o material nas ambientações é uma boa ideia para deixar os espaços mais leves e aproveitar melhor a área disponível, uma vez que divisórias de alvenaria ou gesso ocupariam uma metragem maior.

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Irreverência é a marca registrada da empresa, desde a fachada com dizeres como “nem só de bananas se faz um país” aos apoios criativos dos óculos (este par de tênis está aí para comprovar essa história). Também há um mix de peças com estilo retrô – a moldura dourada é um bom exemplo.

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Gostou da proposta da Livo? Vale conferir os produtos deles, que têm um acabamento impecável. A filosofia da empresa também é interessante. Se você não gostou dos óculos, troque quantas vezes quiser ou devolva caso ache mais interessante. Além disso, o atendimento é bem pessoal e as peças têm um design surpreendente. Viramos fãs!

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6 Comments

  1. Isabella Costa Neves disse:

    Muito bacana história de vocês. Fantástico o conceito para se fazer e escolher um óculos. Realmente mu

  2. Isabella Costa Neves disse:

    Muito bacana história de vocês. Fantástico o conceito para se fazer e escolher um óculos. Realmente muito melhor um ambiente agradável para escolher seus óculos. Parabéns.

    • Lá na Firma disse:

      Olá, Isabella! Obrigada por nos visitar. realmente a história dos meninos é muito legal e o conceito que eles criaram, mais interessante ainda!

  3. Rita Maurício disse:

    Amei.

  4. Didi disse:

    Muito interessante o conteúdo. Mas minha reclamação são essas dores. Quando tive uma crise de lombalgia, o médico me falou desse colchão ortopédico. Alguém aqui conhece? Falaram que trata até enxaqueca e dor de cabeça.

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