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É comum ver a jornalista Luciana Nunes indo pra lá e pra cá de bike com uma bolsa de pano cheia de roupas. Ela costuma fazer as entregas do projeto que começou a escrever há pouco mais de um ano: o Lucid Bag. A ideia da inciativa é compartilhar o guarda-roupa com outras meninas e, assim, criar uma rede de empréstimos. Dessa forma, o consumismo cai, a generosidade aumenta e a natureza agradece.

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Luciana trabalha com moda e cultura há sete anos – ela tem uma agência especializada em comunicação digital estratégica e atende clientes nessas duas áreas. Com o tempo, a jornalista percebeu que há uma cobrança recorrente no mundo da moda. “Sempre precisamos vestir novidades para ficar de acordo com as tendências”, afirma. O lado ruim dessa história é que todas essas roupas compradas para atender às exigências do mercado costumam ter um destino certo: o fundo do armário. “Muita gente tem dó de doar ou vender algumas coisas que pagaram caro ou têm apelo afetivo, mas elas não usam”, comenta.

Para reverter esse quadro e fazer os modelos circularem por aí, Luciana resolveu criar o Lucid Bag. Na ativa há cinco meses, o projeto consiste no empréstimo de cinco peças por dez dias. Você entra no site e escolhe o que quer colocar na bolsa. Há três opções de valores (R$ 50, R$ 150 e R$ 300), que variam de acordo com a qualidade das opções escolhidas (vestidos de festa, por exemplo, costumam ser mais caros). Sabe o melhor? O custo do empréstimo inclui a lavanderia e a entrega!

As clientes também podem fazer um cadastro no site para disponibilizar as roupas que desejam emprestar (tudo com a consultoria de Luciana). Todas ganham cerca de 20% do valor total arrecadado com os empréstimos da peça cadastrada. Assim, a rede cresce e o consumo exagerado vai por água abaixo.

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A maior parte das entregas é feita de bike e pessoalmente. “Quero criar uma proximidade com as meninas que contratam o serviço”, diz. Como ela está em São Paulo, o envio para outras cidades do país é feito pelos Correios. “Uma das minhas metas para 2016 é expandir a área de atuação”, afirma.

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Outro diferencial do trabalho de Luciana é a consultoria para a montagem de looks. Por exemplo: você está à procura de uma saia, escolhe a peça no site e indica em qual situação gostaria de usá-la. A profissional, então, analisa todo o perfil da cliente e sugere diferentes combinações. “Mando sempre uma blusa ou então acessórioa que combinam perfeitamente com aquela peça inicial que a pessoa queria”, afirma. Ainda nessa pegada, ela sempre coloca elementos surpresa na bolsa, como livros e batons.

Todo o processo é bem organizado – tem contrato de locação e multa caso alguma peça seja danificada. Para especificar todos os itens e montar o negócio, ela resolveu fazer um curso de empreendedorismo no Sebrae. A instituição costuma oferecer aulas presenciais e online gratuitas, ideais para quem quer aprender a abrir e a gerir uma empresa.

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Luciana sempre teve um perfil empreendedor. Ela começou a fazer trabalhos como freelancer logo que saiu da faculdade e, com a experiência adquirida, decidiu abrir a própria agência de comunicação. “Sempre fui independente, é um universo que queria muito desbravar”, afirma. Como morou boa parte da vida em Goiânia, ela achou que a cidade de São Paulo seria o melhor lugar para empreender. Depois de oito anos por aqui, a profissional tem a certeza de que fez a escolha certa.

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A firma

A empreendedora vive na bicicleta entregando as bags, mas ela tem uma base quando quer montar bazares ou receber as clientes. O seu ateliê fica no coworking Casa Goiaba, na Barra Funda (bairro da zona oeste paulistana). O mais interessante do espaço é que muitas das pessoas que trabalham por aqui também estão ligadas à sustentabilidade. “A nossa troca de conhecimentos e informações é muito rica”, ressalta.

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Além das roupas, Luciana também empresta acessórios para o dia a dia e também para festas. Tudo aqui fica separado em uma charmosa e madeira revestida com tecido floral. Há diversas opções semelhantes na loja online Elo 7.

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O espaço é pequeno, mas mesmo assim ela conseguiu montar uma pequena recepção. No local, há um banco de madeira e um toque de cor dado pela grama artificial (também usada em outros pontos da ambientação). Na Leroy Merlin, o metro quadrado do material custa R$ 49,90.

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Não poderia haver um suporte melhor para a logomarca da empresa: um cabide amarelo. Ao redor, ela colocou quadros variados. Há até mesmo um colar emoldurado – mais personalizado impossível.

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Para acomodar as roupas, Luciana comprou araras de loja e dispôs tudo bem organizadinho. O fio de luz trata de destacar as peças (na loja virtual Santa Composição dá para comprar modelos parecidos por R$ 89,90). Como gosta de coisas antigas, ela resolver deixar um espaço de destaque para a vitrola e também para a mala que nos faz viajar no tempo.

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Todas as bolsas de pano com as roupas são customizadas. Luciana encomendou carimbos com o logo e a marca registrada da empresa: os grampos de papel.

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Gostou da proposta da Lucid Bag? A ideia é gastar menos e compartilhar mais. E acredite: dá para ficar bem vestida sem mexer muito no bolso. Dessa maneira, você contribui também para a redução da poluição que a indústria da moda é capaz de gerar. A Luciana pode te ajudar a encontrar as peças que deseja ou então emprestar as suas para outras pessoas :)

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26 de outubro de 2015
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Lucid Bag

É comum ver a jornalista Luciana Nunes indo pra lá e pra cá de bike com uma bolsa de pano cheia de roupas. Ela costuma fazer […]